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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Caso Rebeca: falta de provas dificulta investigação e polícia classifica como ‘complicado’

Inquérito policial já consta com três volumes que somam mais de 1.500 páginas. Nesses documentos estão registrados o depoimento de mais de 100 pessoas
Por Hyldo Pereira
Assuero LimaMãe de Rebeca pensa em desistir
Mãe de Rebeca pensa em desistir
A dificuldade em achar provas, testemunhas e indícios atrapalha o trabalho das investigações e deixa livre os assassinos da estudante Rebecca Cristina, encontrada morta em janeiro de 2011, em um matagal de João Pessoa, conforme atestou o delegado Glauber Fontes, que foi designado em caráter especial para cuidar do caso. Numa sensação de impunidade, a mãe da vítima pensa em desistir do caso.
O inquérito policial já consta com três volumes que somam mais de 1.500 páginas. Nesses documentos estão registrados o depoimento de mais de 100 pessoas, porém, foram insuficientes para as autoridades policiais elucidar o caso, que ganhou grande repercussão na imprensa e a sociedade cobra a punição dos culpados.
O delegado considerou a investigação caso como ‘complicada’ em virtude da inexistência de denúncias e informações precisas, que ajudem a colocar atrás das grades os assassinos da estudante.
“Esse crime não ficará impune. Estamos trabalhando, mas o caso é complicado porque ainda não temos provas concretas dos autores do assassinato. Mais de 50 exames de DNA foram feitos e todos foram descartados. A suspeita é de que o autor tenha sido uma pessoa de longe, de outra cidade” reforçou o delegado que está presidindo o inquérito há cinco meses.
No período investigatório, segundo Glauber Fontes, todas as pessoas que fizeram parte do ciclo da vida de Rebecca Cristina foram ouvidas, mas o vínculo delas com o assassinato não foi atestado. “Há uma carência de investigação muito grande nesse crime. É impossível que ninguém não tenha visto nenhum momento da trama criminosa, que foram três: o sequestro, estupro e execução”.
A Polícia Civil pede para quem tiver informações sobre o caso ligue para o 197. “As investigações continuam; estou ouvindo várias pessoas e temos que concluir esse caso com um desfecho satisfatório. Porém, é importante que se alguém souber alguma informação que leve possa levar a polícia ao criminosos, deve ligar para o 197 e denunciar. A identidade é preservada”, conclamou o delegado Glauber Fontes.
A dor da perda
“O Natal passou por mim e nem senti. Estive dopada e o Ano Novo vai ser do mesmo jeito”. O desabafo é de Teresa Cristina, mãe da estudante, que, com voz contida pelo choro e emoção, narrou à peregrinação que vem fazendo há pouco mais de dois anos para ajudar nas investigações.
“Mais um ano se foi e o meu sentimento de impunidade aumentou. Só recebo da polícia a seguinte frase: 'estamos investigando', nada de concreto. Estou constantemente dopada, minhas idas ao psiquiatra aumentaram, assim como a dosagem dos medicamentos. Estou ficando sem força para lutar e já penso em desistir e entregar tudo nas mãos do Senhor, já que foi desejo dele tirar a vida da minha filha. Infelizmente, a impunidade comprova que há crime perfeito na Paraíba" desabafou a mãe da estudante.
Crime
Rebeca Cristina, 15 anos, foi encontrada morta com vários tiros na cabeça na tarde do dia 11 de julho de 2011, na praia de Jacarapé, em João Pessoa. A estudante teria saído de casa às 7h para assistir aula no Colégio Militar, como fazia todas as manhãs. Por volta das 12h30, a mãe sentiu falta da menina, pois ela não havia retornado da aula para casa, no bairro de Mangabeira, Zona Sul da Capital. A polícia foi acionada.

De acordo com as autoridades, Rebeca Cristina foi achada usando apenas calcinha em um matagal considerado área de desova de corpos em Jacarapé. Uma equipe do Instituto de Perícia Científica da Capital esteve no local onde o corpo da adolescente foi encontrado para investigar indícios do crime. Exames comprovaram que ela foi estuprada.

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