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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Assistência técnica do Incra prepara assentamento paraibano para convivência com o Semiárido

Assentados e técnicos da entidade contratada pelo Incra para prestarassistência técnica ao Assentamento Vitória, na zona rural de Campina Grande (PB), estão preparando o assentamento para conviver com as condições climáticas do semiárido. Localizado no agreste paraibano, a cerca de 120 km de João Pessoa, oAssentamento Vitória possui 38 famílias assentadas e é assistido pela Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção (Coonap), que vem implementando estratégias de estocagem de água, de produção de forragem animal e de geração de renda.
Uma das principais ações conjuntas realizadas no Assentamento Vitória, transformado na Unidade Demonstrativa (UD) "Aprendendo a conviver com o Semiárido", foi o aproveitamento de 600m2 do piso de um antigo galpão como área de captação de águas pluviais (da chuva) para uma cisterna do tipo calçadão. A cisterna calçadão é, de acordo com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), uma cisterna ligada, através de uma tubulação, a um calçadão que serve como área de captação da água da chuva.
A recuperação do piso do calçadão já foi concluída e a renovaçãodo piso e das paredes da cisterna (reservatório que vai receber a água), a cerca de cinco metros do calçadão, está na última etapa, a de impermeabilização, e deve ser concluído até o final do ano. O objetivo é concluir as obras antes das primeiras chuvas de 2014, esperadas para o mês de janeiro.
Ao lado da cisterna existem duas caixas d'água suspensas, cada uma com capacidade para aproximadamente 50 mil litros. Na próxima etapa da implantação da UD, elas serão impermeabilizadas e ganharão motores para o bombeamento da água. Na etapa final, a água sairá das caixas d'água para abastecer a tubulação, já existente, que vai do açude às três agrovilas do assentamento. Atualmente, a água salobra do açude de 121 hectares de espelho d'água impossibilita o abastecimento das famílias. De acordo com oengenheiro agrícola da Coonap José Diniz das Neves, a equipe de assistência técnica está estudando as formas uso da água salobra.
Indispensável à instalação das bombas de água, a recuperação da rede de energia elétrica do assentamento pela Energisa (distribuidora de energia elétrica com atuação na Paraíba), também foi uma conquista do trabalho conjunto entre técnicos e assentados. A recuperação da rede do assentamento, com recursos de R$ 42 mil, e também em parceria com o Insa, incluiu a aquisição de um novo transformador, a substituição de postes quebrados e a implantação de três quilômetros de linhas de energia.
Toda a área da cisterna calçadão foi cercada com telas de arame para evitar a entrada de animais e de pessoas não-autorizadas. "Queremos garantir a boa qualidade da água", afirmou o engenheiro agrícola da Coonap.
Para garantir o bom funcionamento do sistema de captação da água da chuva foram formadas três comissões: uma voltada às ações de limpeza e manutenção da cisterna, outra ao controle da água e a terceira à conservação da infraestrutura.
A mão de obra utilizada na recuperação da cisterna é dos próprios assentados, que são orientados pelos técnicos da Coonap e do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), parceiro do Incra em ações voltadas à região, onde estão localizados 187 assentamentos da reforma agrária paraibanos e estão assentadas 7.618 famílias. Os recursos – em torno de R$ 12 mil – são da assistência técnica do Incra.
Segundo José Diniz das Neves, a capacidade de armazenamento da cisterna é de aproximadamente 300 mil litros de água. "Ainda está sendo feito um levantamento sobre o tempo em que a cisterna, quando estiver com a sua capacidade máxima, poderá ser utilizada", explicou.
Forragem animal e geração de renda
Para garantir alimentação para os rebanhos em épocas de estiagem, a UD do Assentamento Vitória ganhou 21 campos de multiplicação de palma forrageira resistente à Cochonilha do Carmim, cada um com aproximadamente 200 raquetes. A praga dizimou, nos últimos anos, milhares de hectares de palma no Semiárido brasileiro.
Também em parceria com o Insa, está sendo recuperada a Área de Preservação Permanente (APP) do assentamento.
Outra ação que será desenvolvida na UD do assentamento é a produção de alimentos. Já foi construído um biodigestor e realizada a reforma de uma casa e de uma cisterna de placas para a instalação de uma cozinha comunitária destinada à preparação de bolos por um grupo de sete mulheres do assentamento.
"Queremos fortalecer o grupo, conquistar mais mulheres, para produzirmos em quantidade para fornecer para o Pnae (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e para aproveitar a proximidade com a sede do município de Campina Grande, distante cerca de 18 quilômetros do assentamento", disse o engenheiro agrícola da Coonap.
Assessoria

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