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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Waldson diz que ‘Mais Médicos’ ajuda, mas admite que Estado tem tido dificuldades com governo Dilma

O secretário da Saúde do Estado, Waldson de Souza, criticou nesta segunda-feira (18) a gestão da saúde feita pelo Governo Federal. Evitando falar diretamente do programa ‘Mais Médicos’ Waldson admitiu que a vinda de médicos estrangeiros é uma boa estratégia, mas falta a apoio aos exames e atendimento de média complexidade feita pelo estado.
Apesar de ver dificuldades no apoio da União a projetos de saúde, Waldson evitou falar em boicote a governos da oposição por parte do Governo Federal, mas lamentou que isso possa acontecer. “Administrar dessa forma é muito difícil. Se o PT adotar essa política, terá que ser para 14 estados, 8 governados pelo PSDB e mais 6 pelo PSB. Ficará muito difícil”, entende.

O secretário, no entanto, explicou que concretamente existe falta de resposta para algumas questões da saúde. “Temos tido dificuldade. Mas o posicionamento político não pode seguir para esse rumo. Se for essa deliberação ficará muito grave e ficará praticamente inviabilizada (a saúde) para o governo. Eu acho que o problema crucial do Governo Federal com relação a saúde chama-se financiamento”, argumentou.

Segundo Waldson, o Governo do Estado está lutando para que a União invista nos estados 10% em saúde. “Teríamos R$ 800 milhões a mais, seria quase 50% do orçamento previsto para um ano”, revelou.

Mais Médicos - O secretário lembrou também a marcha dos prefeitos em Brasília pedindo a presidente Dilma Rousseff mais médicos.“Na marcha dos prefeitos a maior reivindicação do mundo era falta de médico, ou não conseguir fixar esse médico no interior. A Paraíba está recebendo 79 cubanos, vamos chegar a 100 médicos nesse programa. O problema não é só os médicos, mas também como se financia. A política da saúde deixa muito a desejar. Mas realmente não temos resposta positiva mesmo do governo federal. O Governo Federal oferece UPA, Samu, Rede Cegonha, mas o recurso não se canaliza para o básico”, critica.

Questionado se essa era uma crítica ao Programa Mais Médicos, Waldson foi direto: “Estou dizendo que na hora que a gente recebe um programa da ordem dos Mais Médicos, você tem toda uma conjuntura da atenção a saúde. Estamos discutindo junto com os próprios cubanos. Agora temos que ter rede de média complexidade, para exames (e outros suportes). Isso se faz na rede hospitalar. Temos na Paraíba 33 hospitais com uma pressão do tamanho do mundo. Minha reivindicação hoje é que os deputados, a bancada, busquem ajudar o estado na luta por recursos. Seria importante que a própria bancada, do PMDB, como está (na base) no governo, poderia se posicionar nesse sentido, assim como a do PT”, finalizou.

Paulo Dantas

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