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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

PED reafirma força de Cartaxo, com vitória de Chalington e Lucélio, e impõe inferno astral para Luiz Couto

Dono de uma vitória inquestionável, Charlington Machado é o novo presidente do PT da Paraíba. Muito antes da meia noite do domingo, enquanto os votos ainda não tinham sido computados na totalidade, os números já confirmavam a expressiva vitória de Charlington Machado, apoiado pelo esquema do prefeito Luciano Cartaxo, para presidente do diretório estadual e, sendo mais expressiva ainda, a escolha de Lucélio Cartaxo para presidente do partido em João Pessoa.

O resultado, apesar de ser a reafirmação da era Cartaxo no PT paraibano, não representa uma mudança brusca, visto que o partido já vinha sendo conduzido por figuras ligados ao prefeito da Capital. Afinal, Rodrigo Soares, atual presidente do PT paraibano, é secretário da prefeitura de João Pessoa, e Jackson Macedo, atual presidente do partido na Capital, outro aliado da gestão petista.

O que o PED trouxe de surpresa mesmo foi a confirmação do enfraquecimento do deputado federal Luiz Couto, até então a maior estrela do partido na Paraíba, junto às bases do Partido dos Trabalhadores. O Padre Luiz Couto foi penitenciado com uma derrota que o leva ao purgatório dentro do PT. Suas recentes posições, entre elas a de ficar contra a candidatura de Luciano Cartaxo em João Pessoa, além da sua aparente apatia diante da mobilização interna, somada claro com o peso da máquina municipal que agiu contra o padre e em favor dos Cartaxo são algumas das razões que o levaram a ser terceiro lugar na disputa pelo comando estadual.
Foi, portanto, a imposição da derrota a Luiz Couto, que ainda reluta em unir o PT em favor da gestão municipal em João Pessoa, a principal vitória do prefeito Luciano Cartaxo neste domingo. A partir de agora, ele puxa ainda mais para si, com Charlinton na estadual e o irmão no comando do PT da Capital, o poder de decisão dentro do partido. Coisa que ele já delegou para a Direção Nacional e para o tão falado “projeto Dilma”. O que torna um partidário leal. Mas sem autonomia para crescer ainda mais.

Aliás, essa falta de autonomia dos líderes do PT na Paraíba é que tem levado ao partido realizar um PED com uma baixíssima participação da militância. Natural. No PT, mudam-se os nomes, mas a ideia de subserviência, seja ao projeto nacional do partido, seja ao projeto de outras legendas, apaga o brilho de qualquer estrela. Charlington Machado terá oportunidade de derrubar essa tese. Não sabemos se terá vontade.

Luis Torres

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