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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Idade para exame de próstata passa de 45 para 50 anos

Fernanda Bassette
Em São Paulo

Em pleno Novembro Azul, mês em que são realizadas campanhas sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) vai aumentar de 45 para 50 anos a idade mínima recomendada para que um homem procure um médico para fazer os exames rotineiros para diagnóstico precoce da doença. A nova orientação será anunciada no 34.º Congresso Brasileiro de Urologia, que começa no dia 16 deste mês, durante o lançamento de um livro que vai nortear a prática no país, segundo informações divulgadas na edição desta quinta-feira (7), do jornal O Estado de S. Paulo.

No caso de homens de pele negra, obesos ou que tenham histórico familiar a recomendação também muda: a idade mínima para o monitoramento salta dos atuais 40 para 45 anos.O Inca (Instituto Nacional de Câncer), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, nem sequer recomenda uma idade mínima para que o homem faça exames de rotina - o órgão é contra o rastreamento populacional e recomenda que o homem procure o médico somente quando tiver sintomas.

Luzes e bigodes alertam para o câncer de próstata neste Novembro Azul5 fotos

 Um bigode inflável de 6 m de largura por 2,5 m de comprimento é instalado na fachada do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, no mês de prevenção ao câncer de próstata, conhecido como Novembro Azul. Funcionários do centro, incluindo os profissionais de saúde, também usarão adesivos em formato de bigode para incentivar os cuidados preventivos da próstata Divulgação
Segundo Aguinaldo Nardi, presidente da SBU, 25 especialistas se reuniram para discutir os estudos existentes no mundo todo e as atualizações sobre essa prática. Ele diz que o "rastreamento oportunista" (quando o homem procura voluntariamente o médico para fazer exames a partir de uma certa idade) precisa existir como forma de prevenir a doença. "Todo homem com mais de 50 anos deve ir ao médico fazer os exames de PSA (proteína que, em níveis aumentados, pode indicar existência de câncer) e de toque retal."

Mudanças

Segundo Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de cânceres de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. "São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata e se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. Acredita-se que cerca de 20% dos tumores são indolentes", explica.

O professor Carlos D'Ancona, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.

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Saiba quais alimentos evitar e em quais investir para prevenir o câncer27 fotos

CONSUMA MODERADAMENTE: Carne vermelha - uma alimentação saudável é rica em frutas, verduras e legumes e pobre em açúcares, gorduras e carne vermelha. "É o melhor ponto de partida para a prevenção do câncer", ensina Thais Manfrinato, nutricionista do Hospital A.C.Camargo. Ela acrescenta que o consumo excessivo de carne vermelha, mais de 500g na versão cozida por semana, aumenta em 35% o risco de câncer de intestino grosso. Já a também nutricionista Renata de Souza Alvim lembra que as carnes podem ser fontes valiosas de nutrientes, em particular proteínas, ferro, zinco e vitamina B12 e enfatiza que sua recomendação não é a favor de dietas sem carne, mas que sejam consumidas com moderação Leia mais Thinkstock
O problema disso, reconhece Nardi, é que não existe um marcador de risco que aponte com segurança se o câncer diagnosticado no paciente será ou não agressivo. Por isso, foram estabelecidos critérios para definir qual seria o câncer indolente.

"Se a biópsia da próstata apontar no máximo dois fragmentos alterados que estejam menos de 50% comprometidos e o resultado do PSA for menor do que 10, a suspeita é que esse será um câncer indolente", diz. Nesses casos, a indicação será monitorar o PSA a cada três meses e refazer a biópsia a cada dois anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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