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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PM desloca 150 homens para Centro Adm.; governo só abre diálogo com MST após liberação de reféns

A Polícia Militar já deslocou cerca de 150 homens nesta segunda-feira (21) para ficar de prontidão frente a ocupação do Movimento dos Sem Terra (MST) no Centro Administrativo da Paraíba, em João Pessoa. “Chamamos inclusive o pessoal que está de férias e administrativos para vir para cá”, contou o coronel Paulo Sérgio, comandante do Batalhão Ambiental.

Mas cedo, um confronto foi registrado entre a PM, que estava com um pequeno grupo de Policiais, e um capitão acabou saindo ferido com uma pedrada na cabeça. Os integrantes do movimento também acusaram os policiais de atirarem com balas de borracha, ferido os manifestantes.

O coronel informou que a Polícia encontrou armas dentro do perímetro do Centro Administrativo. “Houve a apreensão de arma branca e pistola”, contou. No entender o comandante, alguns integrantes que estão deixando o centro administrativo escondem armas para pegar depois.

Em relação a qual será a ação do PM, o coronel explicou que a Polícia está disposta a tudo. “Vamos aguardar o tempo que for necessário. A polícia está preparada para negociar e resolver tudo na tranqüilidade e na paz, mas também se for necessário entrar em ação para preservar a vida dos servidores”, frisou.

O Movimento está fazendo dos servidores reféns, a Polícia alega que faz parte da negociação a liberação de idosos, crianças e mulheres. A cavalaria e o Bope também já chegou próximo ao Centro Administrativo. Neste momento diversos policiais estão no entorno dos prédios.
O secretário da Casa Civil, Walter Aguiar, afirmou que o governador tem recebido o movimento desde o inicio do governo. “Na quinta-feira o governador cancelou a agenda no Sertão e aguardou duas horas e meia para receber uma comissão de seis pessoas. Os Sem Terra queriam uma comissão muito maior (de cerca de 15 pessoas) e esse problema fez com que o movimento não quisesse participar a reunião”, pontuou.

Segundo Aguiar, hoje apesar do governo estar aberto para fazer a negociação, ela só poderá ser feita ao se abrir os portões para que os funcionários saiam. “Centenas de automóveis de servidores foram riscados. Alguns secretários que estão dentro do prédio também estão conversando com o movimento", informou.

Entre as reivindicações do Movimento, está a solicitação de uma desapropriação de terras na divisa com Pernambuco, mas o governo alega que essa desapropriação depende do Governo Federal, não do Estado.
Os servidores - Em contato com um dos servidores, que não quis se identificar, o portal paraiba.com.br  descobriu que todos os elevadores já foram desligados, vários carros foram riscados com pregos e ao tentarem sair do prédio, pulando a grande, os servidores são perseguidos com paus.

Paulo Dantas

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