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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trocolli denuncia na Assembleia o que ele chama de caos nos hospitais do interior da Paraíba

Além do caos nos hospitais, Trocolli também pediu atenção para a falta de medicamentos excepcionais e para o combate ao crack, uma de suas principais bandeiras.

GiroPB



O deputado Trocolli Júnior (PMDB) fez graves denúncias sobre a situação em que se encontram alguns hospitais da Paraíba durante sessão especial realizada na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (11), com a presença do secretário de Saúde Waldson de Souza.
De acordo com o parlamentar, em algumas unidades hospitalares faltam até mesmo lençóis e materiais de limpeza. Além do caos nos hospitais, Trocolli também pediu atenção para a falta de medicamentos excepcionais e para o combate ao crack, uma de suas principais bandeiras.

“Estive a semana passada em Itabaiana e lá falta lençol, material de limpeza, faltam médicos e funcionários. Para se ter ideia, o chão estava preto, sujo, porque não tinha material e nem pessoal para fazer a limpeza do hospital que é um local que tem que ter extrema higiene. O hospital regional de Itabaiana atende cerca de 120 mil pessoas daquela região. E eu não estou aqui por lado político e sim para que o secretário tome ciência do que está acontecendo e possa tomar as providências”, alertou Trocolli Júnior.

Outro hospital visitado pelo deputado foi o de Itapororoca e a situação não é muito diferente da realidade de Itabaiana. Trocolli lembrou que foram reservados R$ 11 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), no goveno passado, para que o governo investisse em obras no Hospital Regional de Mamaguape que atenderia a população de 12 cidades.

 “Em Itapororoca há poucos leitos e a situação é extremamente delicada. Lá são cerca de 40 mil habitantes na região que são atendidos pelo hospital. No ano passado nós deixamos R$ 11 milhões e espero que as obras estejam em andamento para que 12 cidades do Vale do Mamanguape possam ter atendimento. Denuncio o caos em que os hospitais se encontram e espero que o secretário e sua equipe tomem as devidas providências”, enfatizou.

Medicamentos excepcionais – Outra bandeira levantada por Trocolli Júnior e que foi cobrada ao secretário Waldson de Souza nesta quinta-feira foi a questão da constante falta de medicamentos excepcionais. Diariamente o deputado recebe reclamações de populares que procuram o Cedmex – Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais – e não encontram os remédios essenciais para a sobrevivência de seus parentes e familiares.

“Todos os dias encontramos pessoas fazendo apelo para a regularização dos remédios no Cedmex. A falta de medicamentos excepcionais é constante e o pior é que as pessoas precisam desses remédios para continuarem vivas. São pacientes cardiopatas, com mal de parkinson e muitas outras enfermidades e que, simplesmente, não encontram os seus medicamentos no Centro”, revelou o deputado.

O crack – O combate ao crack na Paraíba é uma das principais bandeiras de Trocolli Júnior que aproveitou a oportunidade da presença do secretário de Saúde do Estado na Assembleia Legislativa para reivindicar ações mais efetivas buscando sanar o problema que atinge milhares de jovens na Paraíba.

“Quero pedir, como pai de família, que o secretário delegue uma equipe para elaborar projetos para incentivar as entidades que já cuidam de dependentes químicos, como a Fazenda Esperança e a Cidade Viva, e depois para construir um Centro de Referência para tratar de dependentes de drogas. Tenho certeza que se forem tomadas providências nesse sentido a Paraíba, em breve, estará bem melhor”, finalizou Trocolli.

A Paraíba tem, atualmente, 35 mil usuários de crack e o que mais preocupa é que 62% dos dependentes dessa droga são crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos. Significa que 21,7 mil jovens paraibanos já estiveram em contato com o crack, sendo que 8,7 mil usuários têm entre 10 e 14 anos de idade e outros 13 mil estão na faixa etária dos 14 aos 18 anos.
Além disso, 80% dos crimes violentos ocorridos no estado é uma consequência do uso da droga. Os dados são do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (Cebrid).
 

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