Páginas

Amigos de Caaporã

SHOPPING LUX MAGAZINE

terça-feira, 9 de abril de 2013

6 mil novos casos: PB sobe quatro posições no ranking de trabalho infantil no Brasil


Durante o lançamento da campanha “Trabalho Infantil não é legal”, realizado na manhã desta terça-feira (9), no Ministério Público do Trabalho, em João Pessoa, a procuradora da 13ª região e coordenadora da campanha, Maria Edilene Lins Felizardo, revelou um dado curioso: em dois anos, a incidência de casos na Paraíba não reduziu, mas sim aumentou, e consideravelmente, fazendo com que o estado subisse quatro posições no ranking de trabalho infantil no Brasil. 

De acordo com a procuradora, a Paraíba registrou 6.000 novos casos de trabalho infantil entre os anos de 2009 e 2011, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio. “No PNAD 2009 a Paraíba estava na 21ª posição. Em 2011, subiu para 17ª. De 69.000 casos, passamos para 75.000”, afirmou Edilene.

Questionada sobre os fatores que teriam contribuído para tal aumento de casos, a procuradora citou a agricultura do interior do estado, como um das principais causas. “Durante a época do plantio, as crianças acompanham seus pais na colheita, o que gera também uma evasão escolar”.

Edilene citou a ausência de políticas públicas municipais e a combinação dos programas de educação tutoria (PET) e do Bolsa Família, os quais pecariam na falta de fiscalização, como colaboradores para que o índice de trabalho infantil e não comparecimento escolar aumente. O Ministério Público do Trabalho, por sua vez, está lançando uma nova campanha de combate ao trabalho infantil, através da sensibilização da sociedade, para que não financie e que denuncie este trabalho ilegal.

O número disponibilizado para denúncia é o Disk 100. Se enquadram como trabalho infantil urbano todas as crianças e adolescentes, com menos de 18 anos, que forem vistos trabalhando em funções como: limpador de vidro de carro, carregador de sacola em feira pública, engraxate, malabarismo e comércio em semáforo. “É importante que as pessoas se sensibilizem denunciando, para que possamos fazer nossa parte e não contribuindo para que o trabalho continue”, finalizou a procuradora.

Mayra Medeiros

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários sobre as publicações nesse blog passarão pelo moderador e só publicaremos comentários de pessoas que estiverem devidamente identificadas e que não denigram a imagem de outrem.

VISITANTES

busca no blog