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quinta-feira, 14 de março de 2013

´Rebeldia´ se amplia dentro do PMDB da Paraíba e Maranhão vê liderança cada vez mais questionada


Entronizado no comando estadual do PMDB, o ex-governador José Maranhão enfrenta, seguramente, o momento mais crítica de sua liderança dentro do partido. Figuras de proa da legenda se manifestam publicamente contra seu estilo de administrar a sigla e o bloco dos resistentes quase todo dia desgasta sua presidência.

De forma aberta, existem pelo menos quatro nomes de peso dentro do partido que vêm questionando os gestos de José Maranhão de tentar manter, a forceps, o comando do partido, contrariando os interesses: o ex-senador Wilson Santiago e seu filho, deputado federal Wilson Filho; a deputada Iraê Lucena, que reassumiu cadeira na Assembleia por conta da licença do titular Guilherme Almeida (PSC); o deputado Gervásio Maia Filho e o colega Trocolli Júnior.

Prestes a desembarcar do PMDB paraibano, Wilson Santiago é um poço de mágoas. "Não se sinto bem tratado neste momento no PMDB e não tenho mais idade para permanecer onde não sou bem tratado", desabafou o ex-senador ao POLÍTICA PB. Por razões óbvias, Santiago diz falar também pelo filho.

Integrada à base govenista do governador Ricardo Coutinho (PSB), a deputada Iraê Lucena é outra "rebelde" a confrontar com os interesses e o estilo de gerir a legenda de José Maranhão. "Liderança que se impõe e não conquista precisa ser repensada", defende a parlamentar, que não quer nem saber de ouvir sobre possíveis perseguições por conta de sua eventual postura de apoio ao governo.

Outro deputado que não tem estado à vontade dentro do partido é Gervásio Maia. Irritando-se com os recados da cúpula do partido por conta de seus gestos de boa relação com o governador Ricardo Coutinho, Gervazinho, como é mais conhecido, reage de forma dura. "Não aceito ser patrulhado a esse ponto no exercício de meu mandato", respondeu aos emissários de Maranhão.

Incomodado com as queixas dos colegas Irae e Gervásio, Trocolli Júnior é pura solidariedade aos correligionários e pesadas críticas a Maranhão. “A pior política que pode ser feita é a do medo. Mas comigo isso não funciona. Eu acho que muito melhor do que a ´caça às bruxas´ é tentar reconquistar”, ponderou Trócolli, batendo firme nas ameaças de perseguições pela cúpula aos companheiros de legenda.

Até mesmo um aliado como o deputado estadual Ivaldo Morais, sogro do senador Vital do Rêgo, dá também suas estocadas na liderança de Maranhão. Para Morais, por exemplo, a ameaça de "caça as bruxas" sistematiamente feita pelo presidente estadual do partido não passa de um "blefe".

 Fonte: Blog de Marcos Alfredo

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