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quarta-feira, 20 de março de 2013

Na Paraíba, 19 cidades racionam água e 11 entraram em colapso; seca é a maior das últimas décadas

O açude de São Gonçalo, no Alto Sertão, comporta 44 milhões e 600 mil metros cúbicos de água e apresenta atualmente pouco mais de 24% da sua capacidade

ReproduçãoAçude São Gonçalo
Açude São Gonçalo
O racionamento no abastecimento de água na cidade de Sousa, Sertão paraibano foi iniciado nesta terça-feira (19), mesmo com a incidência de bons índices pluviométricos na região, pois o nível do reservatório está muito baixo, com apenas 24% do seu volume total.

Nesta primeira fase, que deve durar 30 dias, os moradores terão água nas torneiras das 4h e 17h. No Estado, já são 19 cidades em racionamento de água devido à seca e outras cinco estão sob essa ameaça, inclusive a cidade de Cajazeiras, que está em alerta de racionamento para esse mês de abril, caso não chova.

Explicação
De acordo com o gerente administrativo da Cagepa em Sousa Leonardo Rocha, o objetivo do racionamento de água na cidade é economizar 25% da água consumida pelos moradores, nos próximos 30 dias.

“O acordo foi firmado em audiência realizada entre o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPPB), Prefeitura de Sousa e Cagepa. Caso não chova nos próximos 30 dias, realizaremos uma intervenção mais rígida com o sistema funcionando em dias alternados, dia sim e dia não”, revelou.

Capacidade
Pertencente ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o açude de São Gonçalo comporta 44 milhões e 600 mil metros cúbicos de água e apresenta atualmente pouco mais de 24% da sua capacidade máxima, chegando aos 10 milhões de metros cúbicos.

Aesa autua 42 por mau uso
De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), este ano, 42 autos de infração foram realizados após o flagrante de pessoas físicas e empresas fazendo uso irregular de água bruta superficial ou subterrânea. A cidade que concentra o maior número de infrações é o Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa, onde 29 poços artesianos foram perfurados sem autorização da agência.

Ainda segundo a Aesa, a outorga do uso de água é documento obrigatório para qualquer empreendimento que envolva o seu uso, seja para realização de abastecimento humano, criação de animais ou irrigação. Qualquer empreendimento comercial que utilize água em abundância, como lavanderias ou lava-jatos, também precisa da outorga. O uso irregular da água pode acarretar multa de até 40 unidades fiscal de referência da Paraíba (Ufirs/PB).

Agricultores separam grãos, preparam a terra e rezam
Devotos de São José em 16 cidades paraibanas aproveitarão o dia do santo, que é comemorado nesta terça-feira, para clamar por chuvas. Eles ainda têm fé que a seca acabe através de uma intervenção divina.

Seguido a tradição milenar, alguns agricultores acreditam que hoje, choverá e já estão com grãos de milho e feijão separados para plantar, além de preparar a terra, mas as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Agência Estadual de Gestão das águas (Aesa), não são animadoras e apontam que o dia poderá ser marcado apenas por pancadas de chuvas no Sertão e precipitações isoladas nas demais regiões. Assim como a Aesa, o Inmet também destaca que a previsão até o mês de maio serão chuvas abaixo da média.

Para o meteorologista do Inmet, Ednaldo Correa, as previsões não são otimistas. O prognostico para o trimestre de março a maio é de poucas chuvas, sobretudo para o Sertão paraibano e com possibilidade de ficar dentro da normalidade no Litoral e Brejo.

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