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terça-feira, 19 de março de 2013

Conselho dos Direitos Humanos na PB denuncia humilhação de padres

Segundo Direitos Humanos, padres passaram por revista íntima no Roger. Secretaria de Administração Penitenciária afirma que vai apurar o ocorrido.

Jhonathan Oliveira Do G1 PB
Presídio do Roger, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1) 
Padres teriam sido obrigados a passar por revista
íntima (Foto: Walter Paparazzo/G1)
 
O Conselho Estadual dos Direitos Humanos do Estado da  Paraíba (CEDHPB) divulgou uma nota nesta segunda-feira (18) onde afirma que dois padres tiveram que passar por uma revista íntima quando entravam na Penitenciária Flóscolo da  Nóbrega, o presídio do Roger.  No documento o presidente do órgão, padre João Bosco Fernandes, repudia a atitude dos servidores, que teriam coagido e humilhado os sacerdotes, e diz que vai pedir que o Ministério Público entre com uma ação penal contra os responsáveis pela ação. A Secretaria de Administração Penitenciária disse que vai apurar o ocorrido.
O fato, segundo o CEDHPB, aconteceu no último dia 14 de fevereiro. Os padres, que integram  a Pastoral Carcerária, teriam sido obrigados a ficar nus e fazer movimentos de agachamento para que os agentes penitenciários verificassem se eles não estavam escondendo drogas ou objetos ilegais  dentro do próprio corpo. “A atitude foi uma grande arbitrariedade, nós pedimos providências. Comunicamos o secretário e o governador Ricardo Coutinho (PSB) foi o primeiro a ficar sabendo”,   disse o padre João Bosco ao G1.

João Bosco enfatizou que uma resolução do Conselho Estadual de Coordenação Penitenciária, publicada no começo de março e que normatiza a entrada de membros de entidades religiosas nos presídios, veda a realização da revista íntima para essas pessoas. O documento diz apenas que só haverá exceção quando acontecer alguma denúncia ou suspeita. “Não era o caso em questão. Inclusive um dos padres, o padre Júlio Massom, faz esse trabalho da pastoral no Roger toda semana . Ele não é uma pessoa estranha no local, não precisava passar por isso”, completou o presidente do Conselho dos Direitos Humanos.
A Secretaria de Administração Penitenciária negou que tenha submetido os sacerdotes a qualquer tipo de humilhação. Segundo o secretário Wallber Virgolino, apenas um padre foi revistado. “Ele não se identificou como padre, nem como membro da Pastoral Carcerária e por esse motivo foi revistado”, afirmou .
Padre na Paróquia Santa Terezinha, que também fica no Roger, e executando o trabalho de pastoral no presídio há nove anos , Júlio Massom confirmou que foi submetido à revista íntima e que viu a situação como uma ofensa. “Eu não estava acostumado com isso. Os agentes disseram que teriam que revistar todo mundo”, afirmou o padre. Ele ressaltou que os servidores alegaram que estavam agindo com base na resolução do Conselho de Coordenação Penitenciária, a mesma que orienta o contrário.
Wallber Vrigolino, secretário de Administração Penitenciária da Paraíba  (Foto: Jorge Machado/G1) 
Wallber Vrigolino disse que sindicância vai apurar
o ocorrido (Foto: Jorge Machado/G1)
 
Júlio Massom disse ainda que voltou ao Roger no último domingo (17) para celebrar uma missa e não teve problemas para entrar no local . O padre informou que recebeu um pedido de desculpas do diretor do Roger, David Efraim Negri. “Foi um acidente de percurso, voltei lá e foi tudo normal, acho que foi um problema de comunicação”, pontuou
Uma sindicância será instaurada pela Secretaria de Administração Penitenciária para  apurar o corrido. Conforme, Wallber Virgolino caso seja identificado que servidores de fato tiveram culpa, estes serão penalizados.
Interdição do Roger
Na última semana o Conselho dos Direitos Humanos entrou com uma ação na Vara de Execuções Penais de João Pessoa solicitando a interdição do Presídio do Roger. O órgão decidiu entrar com a ação após constatar a superlotação da unidade prisional em uma recente visita.

A ação foi movida na segunda-feira (11), três dias antes do ato contra os padres na unidade prisional. Apesar disso o padre João Bosco não acredita que a revista íntima tenha sido uma retaliação ao Conselho de Direitos Humanos.

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