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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Energia terá redução menor na PB

Redução nas contas de energia elétrica na Paraíba será 50% menor que em outros estados, devido a lei estadual que eleva as alíquotas.


Um estudo encomendado pelo senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB) para saber o impacto do aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre as contas de energia elétrica da Paraíba, em comparação com a redução da tarifa anunciada pela presidente Dilma Rousseff, mostra que os paraibanos terão uma redução menor com a decisão do governo do Estado.
Segundo a Nota Técnica emitida pelo Senado Federal, na Paraíba a redução nas contas de energia elétrica será 50% menor que em outros estados, devido à Lei n.º 9.933/2012, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado, sancionada pelo governador Ricardo Coutinho, que elevou as alíquotas do ICMS sobre as contas de energia elétrica.
“As faixas de 51 a 100 kWh/mês e de 101 a 300 kWh/mês foram as mais prejudicadas pela Lei n° 9.933/2012/PB. A redução tarifária será, aproximadamente, 50% menor do que seria sem a edição da lei estadual”, diz a Nota Técnica, assinada pelo consultor legislativo Luiz Alberto da Cunha Bustamante.
Na nota, o consultor Luiz Alberto inicia explicando os detalhes da redução nas tarifas pronunciada pela presidente, na última quarta-feira no rádio e TV. “A presidente Dilma anunciou a queda da tarifa de energia elétrica de, no mínimo, 18% para os consumidores residenciais e em até 32% para os industriais.
Quedas maiores do que as prometidas quando do anúncio da Medida Provisória n° 579/2012”, diz a nota.
NA PARAÍBA
O consultor Luiz Alberto diz "que estranha o aumento no ICMS para as classes ‘média baixa’ e ‘média’ e não para as classes mais altas, deixando claro que a decisão beneficia ricos e penaliza pobres’. “Os maiores aumentos percentuais de alíquota ocorreram nas faixas de 51 a 100 kWh/mês e de 101 a 300 kWh/mês, faixas tipicamente das classes média baixa e média.
Estranhamente, na faixa acima de 300 kWh/mês, das classes mais abastadas, não houve aumento da alíquota”.
A nota também diz claramente que o aumento no ICMS sobre as contas de energia na Paraíba ocorreu “com o intuito anunciado de compensar a perda de arrecadação provocada pela redução das tarifas”.
Em e-mail endereçado ao senador, o consultor diz também que “o consumo residencial médio de energia elétrica no Brasil é de aproximadamente 160 kWh/mês”. Segundo ele, “uma geladeira simples, de uma porta só, consome cerca de 25-30 kWh/mês.
Uma geladeira com congelador separado, duas portas, consome cerca de 50-60 kWh/mês” e que “a Tarifa Social de Energia Elétrica dá descontos no consumo até 220 kWh/mês”.
“Como se vê, a faixa de isenção do ICMS na Paraíba de 50 kWh/mês é bem restritiva. A grande maioria dos consumidores residenciais deve estar nas faixas de 51 a 100 kWh/mês e de 101 a 300 kWh/mês, justamente as mais prejudicadas pelo aumento do ICMS”.
O senador solicitou o estudo para saber “o impacto econômico nos consumidores residenciais decorrente do aumento do ICMS na tarifa de energia elétrica na Paraíba”.

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