Páginas

Amigos de Caaporã

SHOPPING LUX MAGAZINE

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Chove em 41 cidades do Cariri e Sertão, mas a seca continua

Em Livramento, chuva de duas horas foi quase 4 vezes maior que o total esperado para o mês, na região

Jornal Correio da Paraíba
Padre Djacy BrasileiroChuvas no Sertão
Chuvas no Sertão
A Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa) registrou a maior chuva do ano, na noite da última segunda-feira, na cidade de Livramento, no Cariri paraibano. Em duas horas, choveu 137,4 milímetros, quase quatro vezes mais que a média histórica da região para janeiro (40 mm). Na cidade, ruas ficaram alagadas, o muro de uma escola desabou e a água inundou mais de oito residências, matando, em uma delas, 20 galinhas. As precipitações também caíram em outras 40 cidades do Cariri e Sertão. As previsões apontam mais chuvas para as próximas 24h, mas elas não mudam a estiagem no semiárido.

A chuva em Livramento começou a cair por volta das 19h, acompanhada de raios e trovões. Apenas duas horas também foram suficientes para encher alguns barreiros. Felizes pela chuva, que não ocorria há quase um ano, moradores foram às ruas para comemorar, apesar dos estragos provocados no Centro da cidade, devido ao alagamento de algumas casas.

“Infelizmente, a chuva que nos deu grande alegria, também causou transtornos. Tiveram casas que foram inundadas com tanta água e animais como galinha acabaram morrendo afogadas. Algumas pessoas perderam os móveis”, disse a aposentada Maria Gicelda Silva.

Já na Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria Salomé de Almeida, no bairro do Santo Antonio, um dos muros não suportou a força da água desmoronou.  O calçamento de algumas ruas do Centro ficou parcialmente destruído. 

A meteorologista Carmem Becker, da Aesa, disse que a chuva superou a média histórica prevista para todo o Cariri e que, apesar de não acabar com a seca, reduziu os efeitos da estiagem. “Chegou a surpreender porque não estava dentro da previsão uma chuva tão intensa como esta. Foi o suficiente para encher barreiros e aliviar o sofrimento das pessoas que vivem por lá, sobretudo na zona rural. Mas, ainda não se pode dizer que a seca acabou, até mesmo porque estas chuvas não são como as de inverno. São chuvas ocasionais”, observou

O meteorologista do Instituto de Meteorologia (Inmet), Ednaldo Correa, explicou que, para combater a seca, é preciso que as chuvas tenham continuidade pelos próximos dois meses e se intensifiquem. “O período de chuvas começa em meados de fevereiro e março. Temos que torcer para que as chuvas continuem caindo para que, de fato, a seca acabe na região. Mas, essas primeiras chuvas têm sido muito importantes”. A segunda maior precipitação foi registrada em Santa Cruz (93,8mm), seguida de Desterro (84,4mm) e São Francisco (81mm).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários sobre as publicações nesse blog passarão pelo moderador e só publicaremos comentários de pessoas que estiverem devidamente identificadas e que não denigram a imagem de outrem.

VISITANTES

busca no blog