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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Na Paraíba, 21 Unidades de Saúde estão interditadas pelo CRM

Conselho Regional de Medicina interditou 30 Unidades Básica de Saúde. Apenas nove delas se adequaram às normas e foram desinterditadas.

Do G1 PB

Auto de interdição ética do CRM, foi fixado em uma das portas da UBSF Roger III em João Pessoa  (Foto: Alberi Pontes) 
Sete Unidades de Saúde foram interditadas em
João Pessoa (Foto: Alberi Pontes)
 
Em 2012, o Conselho Regional de Medicina (CRM) interditou 30 Unidades Básica de Saúde da Família (UBSF) na Paraíba. Pelos dados do CRM-PB, 70% das unidades seguem interditadas na Paraíba e os pacientes estão tendo que buscar atendimento em outras localidades.
O caso mais recente aconteceu na segunda-feira (17) quando o CRM interditou eticamente uma Unidade Básica de Saúde da Família localizada no município de Patos, no Sertão da Paraíba. A partir desta terça-feira (18), os pacientes devem procurar atendimento em outras unidades de saúde.
De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, a unidade apresentava desgaste das paredes, com reboco danificado, condições de higiene e sala de esterilização inadequadas, carência de banheiros, falta de acessibilidade, ausência de extintores de incêndio, dentre outros problemas. “Estivemos nesta UBSF em setembro do ano passado. Voltamos um ano depois e os mesmos problemas continuavam. Nada foi feito para sanar as falhas apontadas e, para piorar, um equipamento odontológico deixou de funcionar e estão suspensos os atendimentos pelo cirurgião-dentista”, explicou Eurípedes.
No dia 12 deste mês, sete unidades do Programa Saúde da Família de João Pessoa foram interditadas eticamente. As irregularidades encontradas nas fiscalizações do conselho, foram desde paredes com o reboco caindo, infiltrações e mofo. De acordo com o Eurípedes Mendonça, todas as unidades funcionavam improvisadamente em casas alugadas sem atender as condições ideais estabelecidas pela Agência Nacional de Vigillância Sanitária (Anvisa) e pelo Ministério da Saúde.
Garrafa de refrigerante era usada para o descarte de seringas, agulhas e material perfuro cortante (Foto: Divulgação CRM/PB) 
Garrafa de refrigerante era usada para descarte de
seringas, agulhas e material perfuro cortante
(Foto: Divulgação CRM/PB)
 
Já no dia 4, uma Unidade de Saúde  localizada no município de Sapé, que fica a 55 km da capital paraibana João Pessoa, foi interditada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba. Na ocasião, a fiscalização encontrou diversas irregularidades, como falta de médicos, medicamentos e estrutura física precária. De acordo com a entidade, os médicos estariam sem receber salários há mais de dois meses, e por serem prestadores de serviço, só voltariam a atender quando a situação for regularizada.
A Promotoria de Justiça da cidade de Sapé solicitou a fiscalização, que encontrou médicos atendendo em apenas quatro unidades naquele município, que tem 19 postos para atender à população.
Sobre o caso da unidade interditada em Patos, o diretor de Fiscalização do CRM-PB lamentou a situação. “Como os problemas detectados em 2011 não foram sanados, tivemos que fazer a interdição para preservar a população e o médico. Infelizmente, os pacientes terão que procurar a unidade de saúde mais próxima para terem atendimento médico”, completou.

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