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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CAAPORÃ - 49 ANOS

Caaporã Beleza e Cultura se Misturam

Lúcia Santos de Lima
I


Caaporã minha terra

Berço que me viu nascer

Que me educou me criou

E que também me viu crescer

Por isso gosto da minha terra

Por nada eu troco ela

Vou amá-la até morrer.

II

Caaporã antes tinha

Três festas muito animadas

Uma era a vaquejada

Na Fazenda Tabu realizada

Todo final de ano

Corrida de gado e tourada

Naquela fazenda era comemorada.

III

Hoje Neném vaqueiro

Mantém acessa essa chama

No parque de vaquejada

Reúne toda a vaqueirama

Ali naquele local

Faz uma vaquejada legal

Atraindo o pessoal.

IV
Se você ainda não conhece

Faça uma visitinha lá

Vá ao parque de vaquejada

Garanto você vai gostar

Além da corrida de gado

A beleza da natureza

Que tem ali o lugar.

V

Outra festa muito animada

Era a de São Sebastião

Padroeiro da cidade

Daqui da nossa região

Nos dias 19 e 20 de janeiro

No bairro chamado Saboeiro

Era feita ali um festão.

VI

Tínhamos a festa de Reis

Feita em 5 e 6 de janeiro

Ali em frente ao correio

Com vários tipos de folguedos

Tinha também a tourada

Para animar os vaqueiros

Que gostavam da vaquejada.

VII
No tempo de Boca da Mata

Houve aqui um surto forte

De uma doença chamada

Por nome Bexiga Taboca

Que levou a população

A trazer São Sebastião

Aqui pra nossa região.

VIII

Caaporã hoje tem

Dois padroeiros famosos

Um é São Sebastião

E a outra a Conceição

Mas também tem São José

E o Padre Pedro de pé

Rezando por nossa fé.

IX

Em Caaporã também tem

Várias igrejas evangélicas

Espalhadas pela cidade

E os crentes orando nela

Pedindo a nosso Senhor

Juntamente com o Pastor

Por uma paz mais sincera.

X
Por outro lado nós temos

O catimbó de Biu Toco

Batendo a noite inteira

E baixando os seus cablocos

Mostrando pra seus devotos

Que a vida é mesmo um sufoco.

XI

Agora eu cito as lendas

Que Caaporã antes tinha

Como a corrente de ouro

Que no açude existia

Falava-se que tal corrente

Puxava até os dormentes

Que ali no açude viviam.


XII

Outra lenda do Açude

Era a do carro de boi

Contada pelos antigos

Não sei se assim foi

Diziam que este carro

Vinha com vários escravos

E ali no açude se foi.

XIII

Tinha outra lenda também

Da comadre Fulozinha

Que com fortes assobios

Que na mata alguém ouvia

Dali ficava perdido

Do mundo até esquecido

Sem lembrar o que havia.


XIV

Tinha o pai do mangue

Outra lenda muito falada

Que comprometia caranguejeiros

Que o mangue frequentava

Ou eles deixavam oferendas

Ou os caranguejos pegos

O pai do mangue soltava.


XV

Voltando a lembrar a cultura

Que Boca da Mata tinha

Coco de roda, ciranda,

Pastoril e cavalo marinho

Tinha também caboclinhos

Violeiro e maracatu

E a famosa corrida de argolinhas

XVI

Hoje temos em Cupissura

O Maracatu Leão Furioso

Do nosso amigo Jerônimo

Que é um homem talentoso

E com seu potencial

Mostra a todo pessoal

A cultura de um povo.


XVII

Temos no Conjunto Vitória

Os caboclinhos Tupã

Dos amigos Cândido e Neta

Que moram em Caaporã

Trabalhando com sufoco

Para equipar seus cablocos

Os jovens de Caaporã.


XVIII

Os amigos Neta e Cândido

Vieram para abrilhantar

Resgatando uma cultura

Que existia nesse lugar

Junto com seu pessoal

Mostrando seu potencial

Aonde for se apresentar.

XIX

Tem também meu irmão Lela

Com sua boneca charmosa

Animando o carnaval

Nesta cidade maravilhosa

E mostrando a população

Que sua boneca já é

Realmente uma tradição.


XX


Temos hoje em Caaporã

Um carnaval animado

Com o bloco Tô à Toa de Pipo

E o bloco koice de Saulo

Tem o bacalhau do Carneiro

Na quarta-feira de cinzas

Terminado assim os festejos.


XXI

Chegando a Caaporã

Você vai encontrar

Vários pontos turísticos

Que existe neste lugar

O que falta é apenas

Estrutura adequada

Para o povo a ele chegar.

XXII
Começando por Gongaçari

Onde você pode degustar

As delícias ali existentes

Todas do fruto do mar

E curtir a natureza

Dos manguezais a beleza

E o sossego do lugar.

XXIII

Já em Cupissura temos

O banho do Rio Pitanga

É uma boa curtição

Todo final de semana

Tem também muita comida

Mulher,música e bebida

Garanto você vai gostar.

XXIV
Ali neste mesmo local

Toda segunda-feira tem

A chamada segunda sem lei

Onde quem manda é o freguês

Lá a censura é liberada

A rua é interditada

São mesmo uns fora da lei.


XXV

Caaporã antes tinha

Um lindo cartão postal

A manguba de Pindorama

Que hoje não existe mais

Mas existe o Passasssunga

Com suas águas profundas

E a natureza local.

XXVI


Temos também em Caaporã

Um local hoje esquecido

É o Oiteiro do Amparo

Com suas antigas ruínas

Tinha também no local

Um sobrado bem legal

Com vista pra o manguezal.


XXVII


Tínhamos ali outra localidade

Tabu de cima e Monte Sinai

Como também Piranga

Com suas atividades culturais

Todo final de semana

Coco de roda, violeiro e ciranda

Animava ali aquele local.

XXVIII

Com destino a Retirada

Você vai encontrar

O rio Tiririca

Que maravilha de lugar

Com suas águas geladas

E sua área arborizada

Faça uma visitinha lá.


XXIX

Não estou exagerando

Dizendo o que Caaporã é

Pra mim é muito linda

Que beleza que ela é

Se alguém achar estranho

Vá até a comporta tome banho

Ou vá andar de barco na maré.


XXX


A Todos os conterrâneos

Vai aqui o meu apelo

Preserve a nossa cidade

Cuide mais e tenha zelo

Pra que nossos filhos e netos

Futuramente se orgulhem

De viver em uma cidade com zelo.

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