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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Morre preso atingido por tiro na cabeça durante rebelião, diz hospital


Hospital de Trauma confirmou que o detento morreu às 18h30.
Rebeliões em presídios da Paraíba duraram 18 horas.

Do G1 PB

Após tumulto, Pavilhão 2 do PB2 ficou destruído (Foto: Divulgação/Seap)Após tumulto, Pavilhão 2 do PB2 ficou destruído (Foto: Divulgação/Seap)
 
O detento que ficou ferido durante a rebelião destas terça e quarta-feira (29 e 30) no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes em João Pessoa, os PB1 e PB2, morreu às 18h30 desta quarta. A informação foi confimada pelo setor de Serviço Social do Hospital de Emergência e Trauma da capital paraibana, onde ele estava internado em estado gravíssimo.
Nesta manhã, o comandante Lívio do 5° BPM confirmou que o detento havia ficado ferido na rebelião. O presidiário, que estava detido no PB2, foi socorrido pelo Samu e levado para o Hospital de Trauma com queimaduras. Às 11h, o hospital informou que o preso levou mais de um tiro na cabeça.
A rebelião no complexo que abrange o PB1 e o PB2 teve início por volta das 20h30 da terça e só foi controlada às 8h da manhã desta quarta, de acordo com ouvidor da Secretaria de Administeração Penitenciária (Seap), Iran Alves. No caso do presídio Flósculo da Nóbrega, o Roger, que também teve um tumulto, somente após às 13h os presos foram agrupados no pátio e uma vistoria foi iniciada pela polícia por todo o prédio, de acordo com a assessoria da Seap.

Iran Alves chegou a dizer que detentos seriam tranferidos porque parte dos prédios do PB1 e PB2 foi destruída, mas após reunião, ficou decidido que os detentos vão permanecer no complexo, porém em uma área de emergência.

Por volta das 9h, o comandante Lívio do 5° BPM informou que um detento havia sido ferido na rebelião do PB2. No caso do presídio do Roger, a assessoria da secretaria informou que não houve feridos graves ou mortos. Por conta disso não houve a necessidade da entrada do Samu. Apenas a polícia entrou na unidade prisional para verificar os danos causados e fazer uma varredura nos pavilhões em busca de armas, drogas e telefones.
pb1 (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB) 
Bombeiros, socorristas e policiais passaram a noite
cercando os presídios(Foto: Walter Paparazzo/G1)

Motivos
No fim da manhã o presidente da Ordem dos Advogados (OAB) do Brasil, seccional Paraíba, Odon Bezerra, afirmou que entrou em contato com os rebelados e eles apontaram dois possíveis motivos para os tumultos registrados nos presídios. Odon disse que os presidiários falaram que a briga entre duas facções criminosas deu início ao tumulto. Uma outra causa apontada pelo advogado, foi o atraso nos processos penais.
Tiros no presídio
De acordo com Josenildo Porto, diretor da Flósculo da Nóbrega, tiros foram disparados para que os detentos descessem do teto do presídio, mas que foram usadas armas não letais. No PB1, o tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba, informou que duas bananas de dinamite foram encontradas durante um pente-fino.

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