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sábado, 29 de outubro de 2011

Após diagnóstico de câncer, Lula sai de hospital em SP


 

O ex-presidente despistou a imprensa após receber alta no Hospital Sírio Libanês. Foto: Bruno Santos/Terra O ex-presidente despistou a imprensa após receber alta no Hospital Sírio Libanês
Foto: Bruno Santos/Terra

Hermano Freitas do portal TERRA
Direto de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 20h deste sábado, onde foi diagnosticado com câncer na laringe. O ex-mandatário despistou a imprensa na saída e não comentou sobre a doença. Ele foi para São Bernardo do Campo (ABC paulista), onde mora.
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Segundo diagnóstico divulgado neste sábado pelo hospital Sírio-Libanês, Lula tem um tumor maligno e vai passar por sessões de quimioterapia. O tratamento terá início já na semana que vem.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência e ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, afirmou que os médicos "estão dizendo que em três meses têm como se curar com a quimioterapia". "Estamos todos muito preocupados, mas temos esperança da capacidade dele de superar obstáculos. Conhecemos sua energia e sua saúde. E se Deus quiser vai superar mais esse obstáculo," afirmou Carvalho, ainda.
Mais cedo, o médico gastroenterologista Raul Cutait afirmou que o ex-presidente reagiu "bem" à notícia de que tem câncer. De acordo com o ele, que não faz parte da equipe que cuida do político, Lula se comportou normalmente no quarto. "Ele está falando, conversando, está bem disposto", disse o médico na ocasião.
Segundo a assessoria do ex-presidente, o ex-chefe do Poder Executivo vinha se queixando de rouquidão e dor de garganta. O quadro fez com que o médico Roberto Kalil Filho, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aconselhasse o ex-presidente a realizar exames.
Apoio
Ainda hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, realizou uma visita de 20 minutos a Lula e disse que os exames certificaram que a doença não se espalhou pelo organismo. "Não houve mesmo metástase, os exames mostraram isso. Não se espalhou para outros órgãos", declarou. Além do apoio presencial, o petista recebeu solidariedade de diversos personagens políticos - tanto aliados como oposicionistas - por meios digitais.
Por meio de nota, um dos principais partidos adversários do governo, o PSDB, afirmou ter ficado preocupado com o petista. A agremiação disse em comunicado desejar que a recuperação "seja a mais rápida e bem sucedida". "O presidente Lula ainda tem muito a contribuir para o debate político nacional", afirmou, ainda.
O presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, um dos políticos mais próximos de Lula, comentou no Twitter que levou um susto ao saber da notícia, pois tinha participado da festa de aniversário do ex-presidente na quinta-feira e não notou problemas. "Lula é um bravo, um homem de muita disposição de luta. Além do mais, o boletim médico é tranquilizador. De maneira que, mais do que confiança, tenho fé que tudo isso será resolvido e que o nosso presidente Lula continuará sendo a grande referência do Brasil por muito tempo ainda", afirmou, por meio da assessoria.
Também pelo Twitter, o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) criticou a "humanidade de quem está sendo cruel com o presidente Lula". "Meu pai morreu de câncer após longo sofrimento. Sei quão terrível e degradante é essa doença para o corpo e pra alma", disse. Já o presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, disse que lamentava o diagnóstico e que agora é "hora de torcer e rezar por Lula". Por sua vez, o presidente do Senado e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), afirmou que tem grande expectativa na pronta recuperação. "Ele é muito importante para o País", disse, por meio de um assessor.
O câncer de Lula
Após queixa de dores de garganta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma série de exames na noite de 28 de outubro. Na manhã do dia seguinte, foi divulgado boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, informando que foi diagnosticado um tumor maligno na laringe, que seria inicialmente tratado por quimioterapia.
O câncer na região da laringe é mais comum entre homens e o de maior incidência na região da cabeça e pescoço. Os principais fatores que potencializam a doença são o tabagismo e o consumo de álcool. Já os sintomas são: dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir, sensação de "caroço" na garganta e falta de ar.

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