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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Gominho e a razão do extermínio: preso que não paga droga após ser solto paga com a vida

A grande motivação dos extermínios de presidiários e albergados, na Paraíba, é a inadimplência com o narcotráfico. Somente em 2009, foram assassinados 89 presidiários ou ex-presidiários que estavam em regime semi-aberto. Uma parte, porém, decorre da disputa de concorrentes pelo comércio de drogas.


A informação é do secretário de Segurança Pública do Estado, Gustavo Gominho, com a ressalva: "Não quero dizer que todos esses crimes foram praticados por grupos de extermínio. Alguns foram guerras entre eles (traficantes)".

O secretário explicou como a coisa funciona: quem está preso consome a chamada "droga consignada", que é fornecida mediante o compromisso de o consumidor pagar depois que for posto em liberdade. Quando está solto, o devedor vai roubar e assaltar para pagar a droga consumida aos traficantes. Se não consegue pagar, vem a execução. "O preso que está dentro do presídio - que é quem fornece a droga - dá a ordem para os grupos de execução matar presidiários ou albergados que não pagam a droga.

O secretário de Segurança acrescentou que de 10% a 15% dos homicídios são praticados para eliminar a concorrência dos grupos de traficantes: "O traficante, mesmo o solto, que quer eliminar o concorrente, dá ordem ao grupo de extermínio para matar a concorrência a fim de que possam dominar o comércio em determinada localidade", acrescentou.

Informações

A Força Tarefa que desbaratou o grupo de extermínio do qual fazem parte até coronéis da Polícia Militar da Paraíba já sabe como os grupos atuam, quantos mataram, quem foi assassinado, quanto custou cada assassinato, o motivo das execuções e os respectivos mandantes.

Foi o próprio Gominho quem revelou, em entrevista concedida nesta quarta-feira ao programa Correio Debate, da Rádio 98/FM (Rede Correio Sat). A lista nominal de integrantes do grupo, que inclui até coronéis da Polícia Militar do Estado, está praticamente concluída. Se estiverem faltando cinco ou seis é muito, segundo o secretário.

Os nomes dos militares envolvidos no grupo de extermínio formado por policiais paraibanos permanecerão mantidos sob sigilo. O secretário argumentou que a divulgação de nomes prejudicará as investigações, além do fato de o inquérito correr em segredo de Justiça.

Falta robustecer as provas, inclusive com quebra de sigilo bancário, telefônico e de tele marketing para se levar ao Ministério Púbico e Justiça um inquérito bem feito, para levar esse pessoal a Julgamento.


Wellington Farias - do Portal Correio

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