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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Novo Mínimo de R$ 465,00 passa a vigorar a partir de Fevereiro

salário mínimo subirá de R$ 415 para R$ 465 a partir de fevereiro. O aumento real de 5,7% será feito por meio de Medida Provisória. O valor foi confirmado ontem pelo presidente Lula em reunião com sindicalistas. O deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, o Paulinho, queria que o aumento fosse um pouco maior. Porém, o presidente teria dito que está garantido apenas os 5,7%, que considera a alta do PIB de dois anos atrás e inflação acumulada nos últimos 12 meses.
No dia em que o governo e os trabalhadores receberam a péssima notícia de que 654 mil pessoas perderam o emprego em dezembro, os sindicalistas se reuniram com o presidente e saíram com a esperança de que medidas, como aumento na quantidade de parcelas do seguro-desemprego e novas desonerações, poderão ser adotadas. Lula ouviu as propostas e críticas e evitou promessas.
As centrais defenderam que o trabalhador receba 10 parcelas de seguro-desemprego, retroativo a dezembro, em vez das atuais cinco. De acordo com a lei, se o Conselho Curador do FAT aprovar, o benefício pode ser ampliado em duas parcelas, dependendo da gravidade da situação. Uma alteração mais brusca, como a pedida, necessita de mudança na lei. “Devemos ter novidades. Lupi (ministro do Trabalho) ficou de apresentar uma ideia na próxima semana”, afirmou Paulinho. Os sindicalistas querem ainda que os benefícios recebidos pelos empresários sejam condicionados à manutenção do emprego.
Custo do dinheiro
Fustigado pela possibilidade de uma onda de demissões, o presidente cobrará dos bancos públicos a redução dos encargos bancários. Com os sindicalistas, Lula se mostrou irritado com o fato de o Banco do Brasil e a Caixa não terem baixado os custos dos empréstimos. “Voltei de férias e, para minha surpresa, o BB não tinha baixado os juros”, disse Lula, conforme relato de participantes do encontro.
O puxão de orelhas será dado pelo presidente em reunião, amanhã, com representantes dos bancos públicos. Em coro com o presidente do BC, Henrique Meirelles, Lula dirá que tão importante quanto a queda da taxa de juros é a redução do spread — a diferença entre o custo pago pelos bancos para captar recursos e para emprestá-los a pessoas físicas e jurídicas. “O Meirelles diz com razão que é necessário derrubar o spread elevadíssimo. Nesse sentido, os bancos estatais têm papel importante a jogar e é importante que joguem”, disse um ministro próximo a Lula.
Ontem, Meirelles conversou com Lula no início da manhã. Falaram do cenário econômico e da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa hoje e definirá a nova taxa Selic, em atuais 13,75% ao ano. Lula espera que haja um corte de pelo menos 0,75 ponto percentual.
Fonte: Correio Braziliense

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