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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ligação do "Caso Mattos" com o grupo de extermínio é descartada

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira, 29, na sede da Secretaria de Segurança Pública, localizada em Mangueira, o delegado Walter Brandão, designado em caráter especial para investigar o assassinato do advogado Manoel Mattos, revelou que não há relação do crime ocorrido no último sábado com denúncias de extermínio nas divisas entre Paraíba e Pernambuco. Brandão disse que o sargento Flávio Inácio Pereira, principal acusado do crime ocorrido no último sábado, nutria um forte desafeto com o advogado e militante dos direitos humanos Manoel Mattos, também vice-presidente do PT de Pernambuco. Tudo começou no ano de 2000 e aumentou quando Mattos foi testemunha de acusação de um processo contra o policial, que acabou preso.
A partir daí, o sargento Flávio passou a ameaça o advogado Manoel Mattos. O acusado chegou a manifestar raiva contra a vítima e desejar a sua morte. De acordo com as investigações, esse fato era do conhecimento de todas as pessoas. "Flávio transparecia o desejo de vingança do advogado Mattos por ter testemunhado contra ele (acusado)", afirmou o delegado Brandão.
Baseado nesta informação e do espírito de vingança manifestado por de Flávio Inácio é que o delegado Walter Brandão concluiu que não existe nenhuma associação do crime ocorrido na praia de Pitimbu, litoral paraibano, ao grupo de extermínio que supostamente atua na divida entre os estados da Paraíba e Pernambuco. Um homem conhecido por Sérgio Azevedo, que tinha sido citado como um dos envolvidos com o crime, nada tem em relação a investigação realizada desde o fato. O delegado Brandão adiantou que "não resta dúvida de que o policial Flávio Inácio é o mentor do crime que vitimou o advogado Manoel Mattos, inclusive já conseguimos a prisão preventiva do acusado e de outro suspeito", declarou o delegado Brandão.
As investigações em torno do crime do advogado e vice-presidente do PT de Pernambuco vão continuar, inclusiva com operações conjuntas entre as policiais da Paraíba e pernambucana. O secretário de Segurança, Eitel Santiago, disse que "vamos continuar trabalhando visando a elucidação completa do crime", afirmou.

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