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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Caaporã: Juiza decreta a prisão de três acusados do assassinato de Manoel Mattos

A juíza da Comarca de Caaporã, na Paraíba Daniere Ferreira, decretou a prisão de três acusados de envolvimento na execução do vice-presidente do PT de Pernambuco, Manoel Mattos. Dois mandados de prisão temporária saíram contra “Zé Parafina”, também conhecido por “Zé Escrivão”, e Sérgio de Souza Azevedo, agente da Polícia Civil. Os dois são suspeitos de efetuar os tiros que mataram o advogado pernambucano, no último sábado, no município de Pitimbu. O mandado de preventiva foi para o soldado Flávio Inácio Pereira, que teria encomendado a morte do militante petista. Na tarde de ontem, o deputado federal, Fernando Ferro, afirmou que vai solicitar, ao governo federal, o envio de tropas da Força Nacional de Segurança para a região da divisa de Pernambuco com a Paraíba.
De acordo com o promotor de Justiça de Caaporã, Francisco Lianza, os três mandados de prisão emitidos pela juíza de Caaporã já estão sendo executados pela polícia. “O documento está nas mãos do delegado Walter Brandão para que as prisões sejam cumpridas”, declarou o promotor. O secretário de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba, Eitel Santiago, disse que Walter Brandão – delegado responsável pelas investigações da execução de Manoel Mattos - seguiu para as cidades de Itambé (PE) e Pedras de Fogo (PB) e dará uma coletiva hoje pela manhã para falar sobre o caso. Nos dois municípios, acontecem diligências com homens das Polícias Civil e Federal de Pernambuco e Paraíba.
O suspeito “Zé Parafina” aparece no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grupos de Extermínio no Nordeste. No documento, ele é tido como “araque de polícia”, na página 116. O deputado federal, Luiz Couto (PT-PB), disse que no local da morte de Manoel Mattos, em uma casa de veraneio, em praia Azul, localizada no município de Pitimbu, havia provas que levantariam suspeitas contra “Zé Parafina”. “Na época da realização da CPI,“Zé Parafina”estava foragido. Nesse período ele começou a trabalhar em uma empresa de segurança particular. No local da morte de Manoel Mattos havia um boné de uma empresa privada de segurança”, suspeita o parlamentar paraibano. A CPI aconteceu entre 2004 e 2005. Cidades de Pernambuco e Paraíba, como Timbaúba, Itambé, Pedras de Fogo, Alhandra e Juripiranga aparecem como área de atuação dos suspeitos de envolvimento na organização criminosa.
O segundo mandado de prisão temporária foi emitido por Daniere Ferreira contra o agente da Polícia Civil, Sérgio de Souza Azevedo. Ele é citado várias vezes no relatório final da CPI dos Grupos de Extermínio. Entre eles, no caso José Leando Correia, ex-funcionário da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa). Os detalhes da morte da vítima estão relatados na página 167. O homem foi encontrado morto, no dia 25 de março de 1997, dentro de uma cela na Delegacia Distrital de Cruz das Armas. O laudo pericial concluiu que a vítima morreu de rotura vascular abdominal e hemorrágica consecutiva, provavelmente de origem traumática. O agente Sérgio de Souza Azevedo foi indiciado no caso José Leandro Correia.
Segundo o promotor, Francisco Lianza, a juíza da Comarca de Caaporã expediu o mandado de prisão temporária contra o soldado Flávio Inácio Pereira. Ele foi preso, na última terça-feira, em Pedras de Fogo. O policial militar teria encomendado a morte de Manoel Mattos. O soldado da PM paraibana é citado no relatório da CPI do Grupo de Extermínio no Nordeste nas páginas 89 e 90. O acusado chegou a ser preso, por cinco anos, devido ao envolvimento na organização criminosa.
Na tarde de ontem, o deputado federal, Fernando Ferro (PT-PE), afirmou que é necessária a presença de reforço policial, nos municípios de Itambé e Pedras de Fogo, para garantir a segurança da população e da família do advogado assassinado. Ele quer a federalização da segurança nas duas cidades. “O governo federal deverá colocar a Força Nacional de Segurança na região da divisa para garantir a segurança da população e evitar o clima de terror implantado na área”, acredita Fernando Ferro. O deputado participou ontem, em Brasília, de uma audiência com o ministro da Justiça, Tarso Genro. No encontro, ficou decidido que a família de Manoel Mattos vai entrar no programa de proteção na Secretaria de Direitos Humanos. Na próxima semana, Ferando Ferro, virá à Paraíba para uma reunião com o governador Cássio Cunha Lima. Na pauta, estará o andamento das investigações do caso Manoel Mattos.

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